Segundo a dermatologista Simone Chindamo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, algumas pessoas têm mais pelos que outras “porque o número e a distribuição dos folículos pilosos são determinados geneticamente e após o nascimento não há formação de folículos novos.
Assim, dependendo da raça e do sexo do indivíduo, haverá diferentes padrões de crescimento e quantidade de pelos corporais”. Em casos como esses a única solução é procurar um método depilatório para eliminá-los. “A depilação nessas áreas vai depender da sensibilidade da pessoa”, diz a médica. Para locais com poucos pelos, o ideal é optar por métodos menos doloridos e, por que não, definitivos. A eletrólise é uma ótima opção, por ser indicada para a depilação de áreas pequenas como pelos nos dedos ou entre as sobrancelhas, por que nesse caso é tratado pelo por pelo.
Já para áreas maiores, como as costas, é melhor utilizar a cera ou, se preferir eliminá-los de uma vez, o ideal é utilizar o laser.
A recomendação para os pelos no interior do nariz e das orelhas, é que eles esses pelos não devem ser removidos, e sim aparados, pois dentre várias funções, servem de barreira para a entrada de microorganismos nas vias aéreas superiores.
Para evitar foliculite
A foliculite é o pelo encravado, um mal que pode acometer todas as mulheres, independente do tipo de pele.
Apesar de comum, trata-se de um problema que pode ser evitado começando, como sempre, pela escolha do método depilatório. O que mais propicia o encravamento dos pelos, explica o dermatologista Adilson Costa, é a depilação feita com lâmina. Mas se for utilizar este método: evite fazer a depilação no sentido contrário ao do crescimento do pelo, aconselha alguns médicos especialistas nessa área, pois se o pelo não for retirado pela raiz, pode causar foliculite ou até algum dano maior.
Quem escolhe depilar com cera e importante considerar um bom profissional para evitar o pelo encravado. A escolha da cera também colabora: “A cera de chocolate é anti-inflamatória e anti-alérgica, evitando qualquer tipo de foliculite”, recomenda Solange (depiladora profissional), que destaca, ainda, o fato de essa cera ter componentes anestésicos em sua formulação.
O cuidado com a prevenção da foliculite passa ainda pelas etapas pré e pós-depilatórias. Alguns dias antes é necessário esfoliar o local, abrindo assim os poros; depois, a hidratação é essencial. Se você tem tendência aos pelos encravados, vale pedir ao médico uma prescrição para pomadas antimicrobianas e anti-inflamatórias. E, por fim “evite usar roupas muito justas, que favorecem o encravamento”, ressalta Adilson.
Depilação por eletrólise
A depilação é simples e garante resultados duradouros.
A eletrólise usa eletricidade, introduzindo uma agulha no folículo piloso e dando uma descarga elétrica. Já o laser tem afinidade com a melanina do pelo, que é destruído pela ação da luz”, explica o dermatologista Agnaldo Mirandez, da Clínica de Estética e Dermatologia Perfetta.
Hoje em dia, a eletrólise tornou-se mais limitada, já que o laser é mais rápido e tão eficaz quanto. “Mas como o laser não atua nos pelos mais claros, uma indicação boa é, depois de um tratamento a laser, quando sobram pelos brancos, complementar com eletrólise”, diz o médico.
A eletrólise também pode ser indicada para a depilação de áreas pequenas, como o buço ou as axilas. “Você trata pelo por pelo: uma caneta com uma agulha na ponta é introduzida no poro e destrói a raiz. Então, imagine fazer isso numa perna inteira, por exemplo”, diz Agnaldo. O número de sessões depende da extensão da área e da quantidade de pelos.
Agora, as desvantagens: a depilação por eletrólise pode, sim, ser um pouco dolorosa – mas costuma ser muito bem tolerada, como acontece com o laser, dependendo da sensibilidade da paciente. Mas o dermatologista recomenda atenção: “Tem que ser feita com cuidado pois pode causar marcas escuras em quem tem pele morena, ou pequenas cicatrizes, que normalmente são bem discretas”.
(fonte: Laura Folgueira, Yahoo! Brasil )
Wilene G. Santiago





































